A grandeza não é onde permanecemos, mas em qual direção estamos nos movendo. Devemos navegar algumas vezes com o vento e outras vezes contra ele, mas devemos navegar, e não ficar à deriva, e nem ancorados.

Oliver Wendall Holmes

30.11.18

Série Redução de Custos para peças estampadas - Parte 04

Olá!
Sejam bem-vindos mais uma vez ao nosso encontro no Blog “Carroceiros” de Plantão para falarmos sobre Carrocerias Automotivas e assuntos correlatos.
Hoje continuamos a nossa série Redução de Custos para peças estampadas, comentando alguns itens que podem influenciar no custo da peça.



Mudanças de Design de Produto
Geralmente todo componente estampado que faz parte de um automóvel, equipamento agrícola ou rodoviário, etc. está sujeito a alterações, principalmente na fase de desenvolvimento.
Particularmente me recordo de uma peça desenvolvida na Matriz da empresa onde trabalhava, que recebeu três alterações significativas em menos de um mês, onde foi necessário abandonar o projeto da ferramenta original e literalmente recomeçar do zero. O projeto recomeçou do zero, mas já havia um investimento que certamente influenciou no preço final da nova peça.
Por isso sou de opinião que quando na construção de uma nova ferramenta, devem ser determinadas algumas janelas para implementação de modificações de produto, isso evita atropelos e permite que o técnico responsável pela construção decida qual a melhor ocasião para implementar a modificação.
 Mas e se o componente em produção na sua empresa ou no seu fornecedor sofre uma ou mais mudanças de Design?
Antes de mais nada entenda essas modificações. Se possível compare o modelo matemático da peça atual com o modelo matemático da peça modificada. Revise essas alterações para determinar o que precisará ser feito na ferramenta, se será preciso usinar algum componente, alterar posição ou medidas de punções, instalar gavetas e principalmente como ela afetará na montagem deste componente, seja num subconjunto ou conjunto principal.
Talvez você possa criar uma proposta Alternativa, que altere ligeiramente o design do componente sem modificar drasticamente a ferramenta já construída e ainda oferecer vantagens econômicas, mantendo a função e integridade do componente.
Talvez algumas mudanças permitam que mais peças sejam entregues por remessa.




Componentes Semelhantes ou Designs Quase Duplicados
Sua empresa produz componentes que são muito semelhantes? Isso implica em manter o seu pessoal sempre atento para que não ocorram enganos desastrosos.
É possível criar um componente único que atenda duas ou mais condições. As grandes empresas frequentemente se mantêm atentas para identificar essas oportunidades.
Recentemente numa montadora tínhamos duas peças (direita/esquerda) utilizados em quatro veículos de uma mesma família. Dois veículos utilizavam peças importadas da Ásia e os outros dois utilizavam peças nacionais.
A qualidade das peças asiáticas e das peças nacionais eram idênticas.
A diferença física entre as peças era apenas a posição de dois furos quadrados e claro o preço já que uma era paga em dólar.
Criamos uma terceira peça (direita/esquerda) que contemplava as duas furações e modificamos o ferramental nacional aumentando o volume de produção da peça. Essa pequena mudança, aumentou os lucros do fornecedor local e propiciou a montadora uma ótima economia.
Minha sugestão: Fique sempre atento, conheça bem as peças que são produzidas tanto na sua empresa como nos seus fornecedores de estampado e use esse conhecimento a seu favor.
Combinar os designs de dois componentes em um, atender às necessidades de projetos diferentes pode gerar uma redução de custos significativa.



Número de prestadores de Serviços Secundários
Há alguns dias nos chegou o caso de um fornecedor de uma empresa fabricante de equipamentos agrícolas estampava um componente, depois o enviava para uma contratada para soldar cinco porcas, depois encaminhava para uma outra empresa para fazer a pintura do conjunto e depois trazia de volta para a sua planta onde montava num subconjunto e a entregava para o seu cliente.
Se um dos seus componentes atualmente requerem serviços de vários fornecedores, como nesse caso, sugiro que você repense urgentemente esse processo. Além de economizar nos custos de logística, você terá novamente o processo de fabricação deste em suas mãos.
No caso citado acima, sugerimos a aquisição de uma máquina de soldas por indução e pôr fim a empresa acabou comprando a pequena linha de pintura do fornecedor que trocou de atividade.
Talvez seu fornecedor possa ter um posto avançado dentro da sua planta, com isso além de economizar na logística poderia economizar também no investimento. As possibilidades são muitas.




Não abra mão da Automação
Conheça bem as maquinas disponíveis na sua empresa e nos seus fornecedores. Talvez uma peça que esteja sendo estampada dentro de casa possa ser melhor aproveitada na planta de um fornecedor externo.
Talvez seu fornecedor tenha equipamentos mais modernos que permitam reduzir o número de tarefas na produção combinando a criação de recursos.
Ao reduzir o número de passes, ajustando as configurações de ferramentas, de acessórios e eliminando ou reduzindo o uso de operações manuais, o custo de seu componente tende á diminuir.


E com isso encerramos nosso Post de hoje.
Tenham todos uma ótima semana e aproveitem bem o seu tempo ao lado daqueles que lhe querem bem.

Um abraço!


carroceria.2008@gmail.com

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Aços para construção de Carrocerias - Duvidas




A biblioteca do Especialista




27.11.18

Nosso jeito "Zappos"​ de ser


Olá!

Sejam bem-vindos mais uma vez ao nosso encontro no Blog “Carroceiros” de Plantão para falarmos sobre Carrocerias Automotivas e assuntos correlatos.
Hoje transcrevo um texto publicado originalmente no Linkedin. (https://www.linkedin.com/pulse/nosso-jeito-zappos-de-ser-carlos-lindner/)
O objetivo aqui não é de ser repetitivo mas de trazer aos nossos seguidores um pouco de nossa filosofia de trabalho de nosso promissor negócio.


"
Sempre que atuava nas empresas e recebia visitas de fornecedores e vendedores, procurava nunca deixar que os mesmos ficassem muito tempo me aguardando na recepção, pois achava a espera algo chato.
Se havia uma crise para resolver naquele exato momento, tratava de ir ou ligar para a pessoa na recepção, explicar a situação e pedir a sua compreensão pelo atraso.
Raras foram as vezes que atrasamos demasiado, cancelamos ou remarcamos para um outro dia.
Bom, o fato é que mudamos de lado e agora somos uma bela vidraça!






Dia desses marcamos uma visita num potencial parceiro para uma rápida apresentação, coisa de meia hora. Tinha decorado meu script, prospecto impecavelmente impresso e chegamos na porta da empresa cinco minutos antes do horário.
Aguardamos pacientemente ser atendidos pela recepcionista que nos anunciou ao telefone e já nos avisou:
“ Sr. Fulano está no chão de fábrica, com uma outra visita, pediu para que aguarde que em breve irá recebe-lo”
Quantos minutos duram um “em breve”? Depende do tamanho do “abacaxi” que os caras precisam descascar lá no chão de fábrica.
A espera de todo não é ruim, você pode colocar a leitura dos e-mails em dia, fazer pesquisas no Google, reidratar-se, atualizar-se das notícias na TV muda, se houver uma na Recepção, mas começa a ficar um pouco desesperador quando você nota que pessoas que chegaram muito depois de você já estão indo embora e você nem da Recepção para dentro passou!
Um Gottes willen!!! (Pelo amor de Deus!!!)
Então o Menor Aprendiz aparece; um garoto com quase um metro e oitenta de altura, magro como um palito, com uma sombra de bigode debaixo do nariz, segurando o celular numa mão, digitando no WhatsApp com o dedão (não sei como eles conseguem!) e a outra mão no bolso da calça.
“Sr. Fulano não vai poder atendê-lo mas pediu para o Sr. Beltrano que vai lhe receber agora. Me acompanhe por favor”
O Sr. Beltrano devia também estar descascando um outro abacaxi, nos atendeu numa sala de reunião, nem nos convidou para sentar. Tratei de entregar-lhe o nosso prospecto, resumi nossa apresentação em dez palavras e ele tratou de nos colocar rapidamente na mesma direção que viemos.


Por uma dessas coincidências uma porta se abriu e de lá saíram algumas pessoas em passo apressado, o Sr. Fulano puxava a debandada, talvez não tenha me visto ou fez que não me viu, mas eis que alguém do bando, o Sr. Ciclano, olhou para trás, me reconheceu e esperou para me cumprimentar.
- Tudo bem com você? Faz tempo hein? – disse estendendo a mão
- Tudo joia e você? –Respondo.
- Cara estamos aqui apanhando que nem gente grande, dispositivo não está funcionando, muitos problemas de matching...um pesadelo!
E então num estalo ele me pergunta:
- Você está com tempo? O conjunto que estamos com problemas é parecido com aquele que tínhamos na...você sabe! Parece até que que copiaram de lá! Quer dar uma olhada?
- Claro que sim! Estamos aqui para ajudar!
- Pelo menos mudaram os números das peças e do conjunto? – Perguntei malicioso.
Concordei em acompanhar o Sr. Ciclano, meio que a contragosto do Sr. Beltrano que esperava na porta a frente; de fato conjunto era mesmo semelhante a um outro que fui responsável anos atrás.


Na ferramentaria o Sr. Ciclano me mostrou os componentes, seus relatórios dimensionais, posicionou as peças no dispositivo e pediu para que executassem a operação de solda do conjunto.
Colocou o conjunto soldado no dispositivo de medição e reprovou com a cabeça.
- Está morto!
Ficamos por lá quase que duas horas. Pedi para montarem mais alguns conjuntos para observar melhor os movimentos do robô na solda e por fim declarei ao Sr. Ciclano:
- Acho que está acontecendo o mesmo que acontecia na...você sabe! Quando o robô aplica a sequência de pontos de 3 chapas acaba movimentando as peças, porque o número de apalpadores é insuficiente.  Mas não tem espaço físico aqui para inserir mais apalpadores então acho que vai precisar de um dispositivo para aplicar esses pontos numa operação anterior como fizemos lá na...você sabe! No final vocês ainda vão ter ganho na qualidade da carroceria e dos pontos de solda.
Depois de puxar pela memória, o Sr. Ciclano concordou comigo.
O Sr. Beltrano fez olhar de reprovação, obviamente não queria gastar mais dinheiro com um novo dispositivo, uma operação á mais, mas na sequencia iniciou-se uma sessão de Brainstorming para não dizer uma Discussão acalorada com perguntas do tipo:
Quem vai custear isso? Porque não foi visto na simulação? Quem vai falar para a Diretoria?
Pedimos licença, nos despedimos e nos retiramos.
Dias depois, nem sinal do Sr. Fulano e do Sr. Beltrano, tentamos ligar várias vezes, mas sem sucesso, para remarcar a apresentação e verificar se podíamos ajudar mais em algo. Ora estavam em reunião, ora em visita externa...chão de fábrica...que pena!
Em compensação viramos parceiros do Sr. Ciclano que sempre que os seus clientes e parceiros tem um issue para resolver, não hesita em nos indicar.
E a gente vai de boa, afinal de contas o propósito de nosso promissor negócio é acima de tudo, ajudar nossos parceiros, seus clientes e fornecedores ou quem quer que ele nos indique, a encontrar Soluções de Engenharia Personalizadas, Sustentáveis e Inovadoras.
A Engenharia não precisa ser um lugar tóxico,  prova maior é essa galera descolada que volta e meia solta uns foguetinhos pro espaço!


Estamos sempre à disposição!

 "

Tenham todos uma ótima semana e aproveitem bem o seu tempo ao lado daqueles que lhe querem bem.

Um abraço!


carroceria.2008@gmail.com

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Série Redução de Custos para peças estampadas - Parte 03



Transformação




19.11.18

Série Redução de Custos para peças estampadas - Parte 03


Olá!

Sejam bem-vindos mais uma vez ao nosso encontro no Blog “Carroceiros” de Plantão para falarmos sobre Carrocerias Automotivas e assuntos correlatos.


Hoje continuamos a nossa série Redução de Custos para peças estampadas.



Imagine que você trabalhe numa montadora de veículos, num fabricante de carrocerias de ônibus, numa empresa fabricante de Eletrodomésticos ou fabricante de implementos agrícolas e num belo dia você recebe a incumbência de gerar propostas de redução de custos para peças estampadas.



E pior: essas propostas precisam dar um saving de algumas dezenas ou centenas de milhares de reais” para os próximos 12,24 ou 36 meses.

Então onde procurar propostas? E agora?




Com certeza um bom início seria na produção de componentes dos produtos que já estão em série, ou seja, que já são produzidos há mais tempo na sua empresa ou no seu fornecedor.

É sabido que com o passar do tempo as exigências de qualidade para alguns componentes vai paulatinamente decrescendo em função do desgaste de ferramentas, dispositivos, pedidos de modificações e etc.

Ás vezes por conta de um investimento necessário para se fazer uma correção numa ferramenta, opta-se por alterar a especificação do componente.

Muitas vezes a empresa pode estar na eminência de lançar um novo produto e uma redução de custo nos produtos já em produção ajudariam no suporte desta tarefa.

Abaixo alguns pontos que acreditamos, devem ser periodicamente revistos em busca de uma possível redução de custo.



Especificação do Produto:
Se o componente em produção foi projetado para atender uma especificação determinada por sua Matriz ou por seu Cliente, procure a versão mais recente para determinar quaisquer alterações que possam ser vantajosas para seu projeto ou processo de produção e faça uma revisão.

Se a nova especificação foi alterada, aumentando as exigências e caso não seja aplicável ao seu projeto, crie um novo componente para uso local, faça as alterações aceitáveis ​​para reduzir custos e aumentar a produtividade, submeta então aos seus parceiros da Engenhara de Produção e Qualidade. Após o Ok dos seus parceiros, apresente a sua sugestão á Matriz ou ao seu Cliente e esteja munido de dados que comprovem a redução.



Desempenho do produto

Seu componente está em produção há algum tempo e você tem uma grande quantidade de dados que comprovam o seu desempenho confiável. Talvez você possa reduzir os requisitos de carga  da prensa ou o tempo de ciclo de produção e obter a mesma peça? Ao analisar o desempenho atual do projeto, junto com o memorial de calculo das ferramentas, você pode identificar algumas propostas de modificação que certamente podem ajudá-lo a reduzir seus custos.

Fator de segurança de projeto
Qual foi o fator de segurança utilizado pelo projetista da ferramenta no projeto original?  Será que estava condizente com os requisitos?
Se a carga do projeto durante a sua execução foi alterada ou acabou sendo menor do que o projeto originalmente requeria, há aqui uma boa oportunidade de modificar seu projeto atual para reduzir custos.

Intervenções no Processo e Retrabalhos manuais
Há partes do seu processo que atualmente exigem intervenção manual dos operadores de produção ou retrabalhos? Em caso afirmativo, revise essas áreas para identificar possível automação ou eliminação.
As operações de retrabalhos manuais são caras e demoradas. Qualquer coisa que você possa fazer para reduzir isso, terá um impacto imediato no custo de seu componente.



Tenham todos uma ótima semana e aproveitem bem o seu tempo ao lado daqueles que lhe querem bem.

Um abraço!

carroceria.2008@gmail.com

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14.11.18

Transformação


Olá!
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Hoje peço sua licença para responder ao email de um novo seguidor do blog que pede a nossa ajuda.



“ ...
Trabalho com reciclagem na região da Grande Porto Alegre. Nossa cooperativa recolhe material reciclável em vários prédios do centro, classifica-os num galpão na periferia e depois os revende.
Para isso precisamos de um veículo para transporte.
Nosso primeiro veículo foi um Chevete que cortamos parte do teto e laterais, transformando ele numa pick up, esse carro durou cerca de oito meses.
Depois compramos uma VW Kombi, ano 75 que já estava muito surrada e que acabou sofrendo um acidente (atropelada por um caminhão de areia!).
Nossa terceira viatura foi um Santana duas portas que também cortamos a carroceria, transformando o mesmo num pick up, rodamos com ele por quase um ano, mas o assoalho traseiro acabou rachando, fizemos um remendo com solda e estamos usando ela receosos de uma hora ficarmos parados na rua.
Como não podemos ficar sem um transporte, nos antecipamos juntamos algumas economias para comprar um novo veículo, até pensamos em comprar uma pick up dessa vez, mas o dinheiro não chegou á tanto e acabamos por comprar um outro Santana quatro portas que está com a pintura desgastada, com alguns amassados, mas a mecânica está em ótimo estado.
Encontrei o seu blog por acaso e lendo alguns posts percebi que tem certa experiência com carrocerias. Gostaria de saber se você poderia nos orientar em como transformar o nosso Santana numa pick-up? Seria possível?



Minha resposta:

Antes de mais nada agradeço pelo seu e-mail.




Particularmente sou meio que contra essas transformações mal planejadas de veículos de passeio em veículos de carga.



Aqui em São Paulo, principalmente nas periferias é comum encontrar veículos transformados com o uso do maçarico e serra tico-tico.



Percebe-se claramente que a base dessas transformações são a retirada de peças estruturais de carroceria sem a preocupação de como esta vai se comportar quando em serviço e isso pode ser muito perigoso para os ocupantes e para quem está ao redor.




Mas a transformação de veículos também pode se dizer que é uma arte, algumas pessoas tem o dom de mudar o visual de veículos fora de produção ou mesmo em produção e ainda assim conservar um pouco da estrutura inserindo alguns reforços com bom senso.




Encontrei dois vídeos no youtube que mostram um Santana Quantum transformado em Pick up () () e que acredito pode ser a base para transformação do seu Santana.




Minha dica: arrume pessoas com bons conhecimentos de funilaria e soldagem para fazer o serviço e que se comprometam a começar e terminar o serviço. Combine o valor do trabalho total e divida o pagamento em fases, conforme a evolução do serviço.




Estou lhe enviando via E-mail, um arquivo em PDF com o passo a passo de como imaginei fazer essa transformação, onde colocar o Santo Antonio, soldar reforços, como fazer fechamento com  chapas do cockipt e “caçamba”, construção de uma gaiola para transporte de material reciclado, fixação desta á carroceria e etc.  Use esse arquivo para explicar ao funileiro o projeto e combinar o valor do serviço.



Não se esqueça de verificar também no DETRAN local as regras para Alteração de Características do Veículo e procure na medida do possível andar sempre legalizado, para não correr o risco de perder o veículo.




Tenho certeza que se o trabalho for bem feito, observando qualidade de solda, assentamento de peças e etc., vocês terão um carro para um bom tempo de uso, basta não exagerar na carga.

Tenham todos uma ótima semana e aproveitem bem o seu tempo ao lado daqueles que lhe querem bem.

Um abraço!


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6.11.18

Série Redução de Custos para peças estampadas - Parte 02


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Continuamos hoje a nossa série sobre redução de custos de peças estampadas:



Tolerância Dimensional

Qual será a relação direta do custo de uma peça estampada com a tolerância utilizada na sua fabricação? Você tem alguma ideia?

Quando o engenheiro ou projetista desenvolve uma peça que será obtida pelo processo de estampagem, seja ela uma peça de carroceria, de um equipamento agrícola ou de um eletrodoméstico, quão apertada as suas tolerâncias precisam ser?

Essa é uma boa pergunta, porém a sua resposta não é muito complexa e nem é tão simples e direta.

Tolerância, pode ser definida como o limite admissível ou limites de variação no processo de fabricação.



A tolerância é aplicada durante todo o desenvolvimento de uma peça estampada e suas especificações são frequentemente ajustadas em cada etapa do projeto, podendo às vezes iniciar com uma tolerância excessivamente alta que pode até tornar proibitivo a fabricação de um produto. 

Mas até que ponto a tolerância pode ser apertada e ainda assim produzir um produto que atenda às especificações necessárias quanto á forma, adequação, função, segurança, certificação e outras regulamentações, sem afetar os custos demasiado? 



No geral a resposta a essa pergunta está na percepção e no conhecimento dos profissionais de manufatura experientes e dos profissionais que atuam no Desenvolvimento do Produto.

A tolerância é afetada por vários fatores:
- Diretrizes de CEP,
- Regulamentações do governo / indústria,
- Projeto de engenharia e
- Demandas de clientes. 

Uma ideia, quando nasce na prancheta, pode não ter um nível de tolerância aplicada, porém quando esse conceito gráfico é submetido a um engenheiro, ele pode aumentar ou diminuir as tolerâncias com base nos princípios de engenharia ou com base nas boas práticas da empresa. 

Pode acreditar, enquanto você lê esse artigo, nesse momento em algum lugar no mundo da manufatura pode haver muitos especialistas ajustando e apertando a tolerância a ponto de impedir a fabricação de uma peça. 



E mesmo que a produção seja possível, tolerâncias rígidas, assim como os elementos de fabricação de tempo, material e sucata / desperdício, se traduzem em custos de produção aumentados ou na adição de controles caros no processo de fabricação,

Como um fabricante de peças estampadas experiente lida então com a tolerância e os custos de produção?

Na fabricação, se as especificações estiverem muito restritas, a produção é atrofiada, mas sem a tolerância adequada, um produto pode até ficar inutilizável. É preciso então encontrar um meio termo entre as especificações necessárias e uma variação razoável de tolerância.

Algumas especificações de tolerância podem ser negociadas internamente ou com o cliente, se for o caso. Por exemplo, numa Montadora de veículos um furo hexagonal estampado numa peça de carroceria, para fixação de um chicote, não precisa de uma tolerância na casa dos centésimos, o colega engenheiro responsável pelo chicote pode ser persuadido a “dar” uma tolerância maior, na casa de décimos que não afete nem a montagem e nem as funções da sua peça.

Desnecessários também são tolerâncias baseadas em ângulos agudos de noventa graus ou algumas outras ideias de design que não são estampáveis.

Mesmo estando uma peça em produção há muito tempo, a mesma pode ser submetida á uma reavaliação das tolerâncias. Uma vez cumpridos os requisitos de segurança, indústria, governo, forma e funcionalidade, o fabricante pode trabalhar no sentido de afrouxar a tolerância visando redução de custo. 

Relaxar as tolerâncias do seu componente pode implicar em uma economia de custos drástica, mas como afirmei esse trabalho não pode ser feito aleatoriamente, precisa ser feito em conjunto pelas engenharias de Produto e Manufatura, avaliando todas as suas implicações.

Tenham todos uma ótima semana e aproveitem bem o seu tempo ao lado daqueles que lhe querem bem.

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