Sessão de Perguntas e Respostas

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 Obrigado mais uma vez por visitarem o Blog “Carroceiros” de Plantão.
Essa semana, com o intuito de deixar as correspondências em dia,continuamos com a sessão de perguntas e respostas:

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Prezado Especialista,
Depois de morar por oito meses em Belo Horizonte, me vi obrigado á voltar para São Paulo, por conta de uma oportunidade de emprego que surgiu na capital. Bom, de volta á minha terra natal, fui obrigado á fazer a famosa inspeção veicular atrasado. Estando eu na fila do Controlar, me pus á observar os carros que ali estavam e me chamou a atenção um utilitário que estava com a lataria bastante judiada. Numa rápida conversa com o motorista, fiquei sabendo que aquela era a quarta vez que este passava pela inspeção e este me confessou que saindo de lá, voltaria á oficina para “regular novamente” o motor, pois daquele jeito que estava, consumiria muito combustível. O utilitário passou na inspeção e foi embora, entretanto fiquei com a impressão de que a estrutura daquele veículo estava  comprometida, pois  os dois para-lamas estavam soltos e havia um considerável amassado na parte traseira. Como é possível um veículo todo amassado passar pela inspeção? Esses carros não deveriam ser tirados de circulação?
Aguardo comentários.
Reginaldo
Reginaldo, a sua resposta está na própria página da internet da CONTROLAR que você me mandou o link.  A Controlar foi criada para fiscalizar os veículos no quesito emissão de poluentes, só que se decidiu erroneamente por concentrar essa fiscalização nos veículos novos com menos de cinco anos de uso ao invés dos carros com mais de dez anos que certamente lançam mais poluentes na atmosfera.
Infelizmente não existe nenhum órgão publico que esteja capacitado para avaliar a estrutura de um veículo e sinceramente falando, não existe também vontade política para capacitar os existentes ou criar um novo.
Uma forma do governo “fugir” dessa responsabilidade, seria de facilitar o crédito para a troca de veículos, reduzindo assim a idade média da frota de veículos mas essa é uma outra falta de vontade política...
* * *

Assim como você, também sou amante de carros; mais precisamente motos. Mas não tive a oportunidade de entrar na área de engenharia e poder aprender sobre esse ramo.
Resumidamente, vou contar um pouco da minha historia. Sempre fui amante de automobilismo e desde criança meu sonho era ser piloto de kart ou motocross. Mas, pelas condições financeiras na época, não era possível realizar este sonho.
Recentemente estamos vendo alguns veículos subcompactos crescendo no Brasil como o Smart Fortwo, Fiat 500, entre outros. E é com este intuito que há um ano veio me despertando o sonho de criar um Triciclo em Y totalmente coberto, tentando trabalhar com melhor custo benefício possível. A exemplo disso, pensei em usar rodas aro 12 ou 14 de motocicleta , motor de moto 250 CC (Twister ou Fazer) ou superior.  Porque motor de moto? Manter baixo consumo de combustível e o veículo ser apenas para transporte leve de passageiros e não um veiculo de alta velocidade. A carroceria pensei em cobri-la com fibra para manter o peso total leve.
Por isso venho pedir, em sua larga experiência, algumas dicas de como realizar este projeto.

Um grande abraço, felicidades e sucesso.

Vinicius
Minha Resposta:
Prezado Vinicius meus parabéns!
O mundo automobilístico está cheio de exemplos de pessoas que não eram engenheiros formados e fizeram maravilhas que são admiradas até hoje.
Ao longo dos últimos dois anos tenho sistematicamente procurado dar um suporte para os amigos que tem um projeto e querem executá-lo. Você poderá encontrar muitas dicas nos meus posts antigos.
Sugiro que você convide alguns amigos para participar desse seu projeto, assim você pode dividir um pouco o trabalho duro que terá pela frente.
Considere a possibilidade de fazer um modelo em escala de seu triciclo, assim você pode visualizar o seu projeto e fazer correções se necessário.
Apenas para apimentar o seu projeto... tem um leitor do Sul que também está desenvolvendo um triciclo em Y. Sua opção foi de fazer um triciclo esportivo onde o piloto ficaria numa posição semelhante às motos de corrida, com uma roda traseira grande; por isso ele mesmo optou por desenvolver o quadro do seu triciclo e fabricar o eixo dianteiro que vai suportar uma boa carga.
Desculpa mas eu não posso te dar mais detalhes sobre o projeto do colega do Sul, te desejo boa sorte e fico á sua disposição.

* * *

Olá
Estive lendo seu blog e achei muito interessante e bem explicado.
Gostaria de saber quais carros (dos anos 80 ate hoje) são os que menos apresentam problemas de rachadura. Tenho um Verona cuja longarina é a 2º vez que racha e quero me desfazer dele.
Grato

Minha Resposta:

João  boa noite.
Obrigado por visitar nosso Blog.
É difícil falar quais carros tem menos problemas de trincas/rachaduras pois não existe um rastreamento por parte das montadoras e além disso esse é um problema que pode surgir em função de vários  fatores: terreno, modo de dirigir, qualidade do material, solda e etc.
Tenho amigos que possuem Gol Quadrado, Corsa primeira geração, Uno e Palio antigos que nunca tiveram problemas de trincas/rachaduras, mas isso vai da sorte de cada um, também tenho amigos  com carros mais novos que já tiveram problemas também.
Particularmente eu acho que o Gol Bolinha, o Gol e Parati  G4 são carros bastante robustos, no caso do G4 eu prefiro aqueles que tem a maçaneta da tampa traseira parecida com a do Golf porque esses carros são de uma geração anterior ao programa de otimização de  custos que a VW implantou.


Desejo á todos uma ótima semana e aproveitem bem o seu tempo ao lado daqueles que lhe querem bem!

carroceria.2008@gmail.com

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